O conteúdo do Natal é o Amor. É o que as crianças devem viver com intensidade nesta festa, o amor que une e fortalece os homens, o amor sem discriminação ou vaidade. A imagem do amor no Natal está representada no nascimento de uma criança e o homem vivenciará esta festa à medida que se prepara para comemorar esse nascimento.
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sábado, 22 de dezembro de 2012

História de Natal

Certo homem, chamado Bill, costumava olhar o Natal como uma festa sem o menor sentido. Segundo ele, a noite de 24 de Dezembro era a mais triste do ano, porque várias pessoas se davam conta de quão solitárias eram, ou da pessoa querida que havia morrido aquele ano.

Bill era um homem bom. Tinha uma família, procurava ajudar ao próximo, e era honesto nos seus negócios. Entretanto, não podia admitir que as pessoas fossem tão ingênuas a ponto de acreditar que um Deus havia descido à Terra só para consolar os homens. Sendo uma pessoa de princípios, não tinha medo de dizer a todos que o Natal, além de ser mais triste que alegre, também estava baseado numa história irreal - um Deus se transformando em homem.

Como sempre, na véspera da celebração do nascimento de Cristo, sua esposa e seus filhos se prepararam para ir à igreja. E como sempre, Bill resolveu deixá-los ir sozinhos, dizendo:

- Seria hipócrita da minha parte acompanhá-los. Estarei aqui esperando a volta de vocês.

Quando a família saiu, Bill sentou-se em sua cadeira preferida, acendeu a lareira, e começou a ler os jornais daquele dia. Entretanto, logo foi distraído por um barulho na sua janela - seguido de outro, e mais outro.

Achando que era alguém jogando bolas de neve, Bill pegou seu casaco e saiu, na esperança de dar um susto no intruso.

Assim que abriu a porta, notou um bando de pássaros, que haviam perdido seu rumo por causa de uma tempestade, e agora tremiam na neve. Como tinham notado a casa aquecida, haviam procurado entrar, mas ao se chocarem contra o vidro, machucaram suas asas, e só poderiam voar de novo quando elas estivessem curadas.

"Não posso deixar estas criaturas aí fora", pensou Bill."Como ajudá-las?"

Bill foi até a porta da sua garagem, abriu-a, e acendeu a luz. Os pássaros, porém, não se moveram.

Neste momento, o sino da igreja tocou, anunciando a meia-noite. Um dos pássaros transformou-se em anjo, e perguntou a Bill:

- Agora você entende por que Deus precisava transformar-se em homem?
Desconheço o autor

domingo, 25 de dezembro de 2011

Mamãe Noel























Sabe por que Papai Noel não existe? Porque é homem. Dá para acreditar que um homem vai se preocupar em escolher o presente de cada pessoa da família, ele que nem compra as próprias meias? Que vai carregar nas costas um saco pesadíssimo, ele que reclama até para colocar o lixo no corredor? Que toparia usar vermelho dos pés à cabeça, ele que só abandonou o marrom depois que conheceu o azul-marinho? Que andaria num trenó puxado por renas, sem ar-condicionado, direção hidráulica e air-bag? Que pagaria o mico de descer por uma chaminé para receber em troca o sorriso das criancinhas? Ele não faria isso nem pelo sorriso da Luana Piovani! Mamãe Noel, sim, existe.

Quem é a melhor amiga do Molocoton, quem sabe a diferença entre a Mulan e a Esmeralda, quem conhece o nome de todas as Chiquititas, quem merecia ser sócia-majoritária da Superfestas? Não é o bom velhinho.

Quem coloca guirlandas nas portas, velas perfumadas nos castiçais, arranjos e flores vermelhas pela casa? Quem monta a árvore de Natal, harmonizando bolas, anjos, fitas e luzinhas, e deixando tudo combinando com o sofá e os tapetes? E quem desmonta essa parafernália toda no dia 6 de janeiro?

Papai Noel ainda está de ressaca no Dia de Reis. Quem enche a geladeira de cerveja, coca-cola e champanhe? Quem providencia o peru, o arroz à grega, o sarrabulho, as castanhas, o musse de atum, as lentilhas, os guardanapinhos decorados, os cálices lavadinhos, a toalha bem passada e ainda lembra de deixar algum disco meloso à mão?

Quem lembra de dar uma lembrancinha para o zelador, o porteiro, o carteiro, o entregador de jornal, o cabeleireiro, a diarista? Quem compra o presente do amigo-secreto do escritório do Papai Noel? Deveria ser o próprio, tão magnânimo, mas ele não tem tempo para essas coisas. Anda muito requisitado como garoto-propaganda.

Enquanto Papai Noel distribui beijos e pirulitos, bem acomodado em seu trono no shopping, quem entra em todas as lojas, pesquisa todos os preços, carrega sacolas, confere listas, lembra da sogra, do sogro, dos cunhados, dos irmãos, entra no cheque especial, deixa o carro no sol e chega em casa sofrendo porque comprou os mesmos presentes do ano passado?

Por trás do protagonista desse megaevento chamado Natal existe alguém em quem todos deveriam acreditar mais.

Martha Medeiros

sábado, 19 de dezembro de 2009

Um sonho de Natal














Luzinha era uma estrela bem miudinha que morava lá no céu, misturada com as outras , brincando de piscar.
Quando chegava o mês de dezembro, ficava sonhando...
Ficava sonhando em ser estrela do Natal , bem brilhante e bonita.
E suspirava : "Como seria bom todo mundo olhando para mim , lá de baixo , com o coração contente!"
Mas, ela sabia que não tinha tamanho para isso...Que aquela noite era muito especial e precisava de um brilho bem fortão , que iluminasse os olhos das pessoas.
Parecia mesmo um desejo impossível de realizar.
Mas, bem no dia 24 , a estrela do Natal ficou doente!
Tudo porque um raio de sol escapou de seu lugar e caiu direto nela. Agora ela estava ardida e toda vermelhinha , sem o brilho de sempre. Até ficar boa, já seria o ano novo.
Então Luzinha teve uma idéia! E o seu sonho salvou aquele Natal.
Quem olhava para o céu, nem notava a diferença . Lá estavam todas as estrelas miudinhas , num abraço apertado!
Por acaso você saberia se eu não tivesse contado?

Evelyn Heine

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Uma Flor para o Natal


















A situação não andava muito boa na casa de Alice. O marido estava desempregado há muito tempo e ela mal conseguia comprar comida para alimentar as crianças com o que sobrava após pagar as contas. O natal se aproximava e ela sabia que aquele seria um momento de profunda tristeza para todos. Desde que formara uma família, aquele seria o primeiro natal em que passariam “em branco”. E essa situação a deixava completamente arrasada e deprimida.

O marido procurava desesperadamente emprego e, mesmo sendo altamente qualificado nada encontrava. Por mais incrível que pudesse parecer, essa era a razão para o seu desemprego prolongado. Sempre que ia para uma entrevista, era recusado por ser “qualificado de mais” e a empresa não poder pagar um salário “adequado”. Mesmo ele praticamente implorando, era sempre descartado.

Ele sabia que naquele natal, não haveria sequer uma flor para alegrar a casa. A prioridade eram as contas básicas e a alimentação das crianças. Suas esperanças se esvaiam conforme a data festiva se aproximava e ele não via saída para aquela situação deprimente e, aparentemente, irreversível.

Por sua vez, Alice se esmerava em tudo o que podia. Como não tinha uma profissão definida, aceitava qualquer trabalho que aparecesse o que, invariavelmente, representava baixos salários e quase nenhum benefício. Mas ela estava determinada em impedir que sua família naufragasse e que o natal fosse um desastre total.

O natal chegou e com ele toda a concentração da tristeza e da depressão que se abatia sobre Alice e seu marido. Ele saiu logo cedo e passou to do dia fora de casa. Ela, preocupada e disposta a tudo para não permitir que aquele natal fosse triste e vazio, apanhou algum dinheiro que tinha economizado e foi às compras. A ceia de natal estaria garantida e um pouco de alegria reinaria naquela casa, pelo menos naquele dia especial.

Depois de comprar tudo e enquanto caminhava pela casa, encontrou uma velha que vendia flores numa barraca quase na porta do mercado. A senhora já tinha vendido praticamente tudo e restava apenas uma única flor, já meio murcha.

Alice parou diante da barraca da velha senhora e por alguns momentos pensou em pedir a flor para enfeitar a mesa da ceia. Mas não tinha mais qualquer dinheiro e sentia muita vergonha em pedir a flor para a mulher e ser ridicularizada. Mas, enquanto pensava nisso, percebeu que a velha senhora se levantava do banco em que estava e apanha a flor no vaso. Alice começou a caminhar quando a velha a chamou e, estendo a mão com a flor lhe disse: “Tome, minha filha, uma flor para o natal; vai lhe trazer felicidades”.

Alice agradeceu achando aquilo uma coincidência incrível e partiu para casa com passos apressados. Quando chegou, encontrou seu marido sentado na sala rodeado pelas crianças e todos sorriam e gritaram quando ela entrou. Ele levantou e a abraçou com uma força e com um amor que ela não percebia nele há muito tempo. Ainda sem assimilar o estranho comportamento de seu marido, Alice ficou maravilhada enquanto ele contava como encontrou um velho amigo de infância no shopping onde caminhava para espairecer e que, este velho amigo, era dono de uma das maiores empresas da região. A maior notícia era que ele comentara que estava desempregado e passando por dificuldades e o seu amigo o contratou imediatamente.

Alice ficou muito feliz e aquele natal foi mesmo indescritível e memorável. Dias depois, passando pelo mercado mais uma vez, Alice procurou pela velha senhora e como não a encontrasse em parte alguma; perguntou para um camelô que vendia nas proximidades pela velha que vendia flores ali.

Assustado e confuso, o camelô disse que por ali nunca se venderam flores e, muito menos, havia uma vendedora idosa. Enquanto ele falava isso, Alice irrompeu em lágrimas e entendeu imediatamente que a velha ou era um anjo ou era um bom espírito que foi colocado em seu caminho para lhe dar esperanças.

E todos os anos seguintes ela sempre comprava uma flor de natal.

(Desconheço o autor)

domingo, 13 de dezembro de 2009

Carta Femina ao Papai Noel







QUERIDO PAPAI NOEL,

Este ano não tenho a menor intenção de ser humilde, pensar no próximo, ser caridosa, etc. Vou pedir sem miséria, estou de saco cheio de ser delicada em meus pedidos e receber migalhas.
Segue minha lista, posso assegurar que muitas de minhas amigas irão gostar, de modo que o senhor pode produzir tudo no atacado para baratear os custos:

- Desejo que não haja limite nos cartões de crédito, e que exista um código especial para fazer compras, de maneira que a fatura seja automaticamente zerada.
- Quero um homem de verdade, Mas, fala sério, Papai Noel, não me traga imitações ! Diga NÃO à pirataria! Chega de genéricos!
- Quero um dispositivo instalado no umbigo que jogue fora toda a gordura consumida, desinflando.
- Quero também um aspirador gigante, com detector de canalhas, de modo que se algum deles se aproximar, seja imediatamente sugado, triturado e reduzido a pó.
- NÃO QUERO ME DEPILAR NUNCA MAIS !!! Ou o senhor faz a moda pedir pernas, axilas, buço e virilha cabeludas, ou suma de vez com todos os pelos indesejados de meu corpo.
- Um chocolate que elimine a celulite e hidrate a pele ao ser ingerido.
- Quero uma manicure e pedicure definitiva, que dure para sempre como se tivesse acabado de fazer.
- Meu marido, noivo, namorado, ou rolo, deve adivinhar todos os meus desejos, e toda vez que se aproximar de mim deve dizer o quanto sou linda, inteligente e especial.
- Que me traga presentes e trate bem minha família, e também adivinhe quando for hora de sumir, quando eu estiver sensível ou com TPM.
- Um presente ideal seria uma gravidez que durasse apenas dois dias e um parto indolor.
- Para o ciclo menstrual, vou ser camarada, pedir que dure 2 horas. Também gostaria de um botãozinho que eu apertasse quando quisesse não estar fértil.
- Quero roupas que sofram uma metamorfose de acordo com as tendências e as estações, com tecidos auto-limpantes e auto-passantes.
- Se um homem se atrever a me trair, ou estiver mentindo, que uma luz vermelha se acenda em seu nariz, como aquela sua rena, e que logo em seguida ele confesse tudo o que fez.
- Em caso da mais remota chance de infidelidade, faça com que ele não consiga uma ereção naquele momento.
- Mas, atenção, não quero uma brochada definitiva, pois também não me seria conveniente.
- Quero uns comprimidos que alterem automaticamente cor, comprimento e textura do cabelo, permitindo os mais variados penteados, que voltarão ao normal no momento em que eu assim desejar.
- Vou pedir novamente um suprimento infinito de sapatos, bolsas, cosméticos e jóias, visto que minha solicitação anterior foi esquecida.
- E quero também um espaço auto-organizante que acomode tudo.
- Também vou pedir DE NOVO: me mande um robozinho que limpe, lave, passe, cozinhe e toque música, que não falte, não peça aumento e não acabe com o sabão em pó em uma semana.
- Bumbum, peitos e coxas, tudo com botõezinhos que inflem e desinflem segundo a ocasião, situação e minhas intenções.
- Que abdominais sejam coisas que possamos comprar prontas, no supermercado.
- Quero 150 de QI e 50 de cintura, NÃO O CONTRÁRIO !!

PAPAI NOEL, MEU FOFO !!!
Espero que não seja muito complicado atender minha listinha.
Nos vemos daqui a alguns dias, mas se conseguir terminar tudo antes, pode entregar antecipado e ficarei imensamente grata.

Desconheço a autoria do texto


segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

A noite de natal


























«(...) Então Joana foi ter com os primos. Daí a uns minutos apareceram as pessoas grandes e foram todos para a mesa. Tinha começado a festa do Natal.
Havia no ar um cheiro de canela e de pinheiro. Em cima da mesa tudo brilhava: as velas, as facas, os copos, as bolas de vidro, as pinhas doiradas. E as pessoas riam e diziam umas as outras: "Bom Natal". Os copos tilintavam com um barulho de alegria e de festa. E vendo tudo isto Joana pensava:
-Com certeza que a Gertrudes se enganou. 0 Natal é uma festa para toda a gente. Amanhã o Manuel vai-me contar tudo. Com certeza que ele também tem presentes.
E consolada com esta esperança Joana voltou a ficar quase tão alegre como antes.
0 jantar do Natal era igual ao de todos os anos. Primeiro veio a canja, depois o bacalhau assado, depois os perus, depois os pudins de ovos, depois as rabanadas, depois os ananazes. No fim do jantar levantaram-se todos, abriu-se de par em par a porta e entraram na sala.
As luzes eléctricas estavam apagadas. Só ardiam as velas do pinheiro.
Joana tinha nove anos e já tinha visto nove vezes a árvore do Natal. Mas era sempre como se fosse a primeira vez. Da árvore nascia um brilhar maravilhoso que pousava sobre todas as coisas. Era como se o brilho de uma estrela se tivesse aproximado da Terra. Era o Natal. E por isso uma árvore se cobria de luzes e os seus ramos se carregavam de extraordinários frutos em memória da alegria que, numa noite muito antiga, se tinha espalhado sobre a Terra.
E no presépio as figuras de barro, o Menino, a Virgem, São José, a vaca e o burro, pareciam continuar uma doce conversa que jamais tinha sido interrompida. Era uma conversa que se via e não se ouvia.
Joana olhava, olhava, olhava. As vezes lembrava-se do seu amigo Manuel. Um dos primos puxou-a por um braço.
- Joana, ali estão os teus presentes.
Joana abriu um por um os embrulhos e as caixas: a boneca, a bola, os livros cheios de desenhos a cores, a caixa de tintas. À sua volta todos riam e conversavam. Todos mostravam uns aos outros os presentes que tinham tido, falando ao mesmo tempo.
E Joana pensava:
-Talvez o Manuel tenha tido um automóvel.
E a festa do Natal continuava. As pessoas grandes sentaram-se nas cadeiras e nos sofás a conversar e as crianças sentaram-se no chão a brincar. Até que alguem disse:
- São onze horas e meia. São quase horas da missa. E são horas de as crianças se irem deitar.
Então as pessoas começaram a sair.
0 pai e a mãe de Joana tambem saíram
- Boa noite, minha querida. Bom Natal - disseram eles. E a porta fechou-se.
Daí a um instante saíram as criadas. (...)»

in A Noite de Natal, de Sophia de Mello Breyner Andresen

O carneirinho de Natal



















Tempo de mesa farta, guloseimas, assados incríveis, extravagantes até. Peru recheado... pato com laranja... carneiro no bafo... suã com arroz...

Muita gente fica salivando só de pensar...
Jamais consegui ingerir carne de certos animais como pato, peru, carneiro, de forma alguma, porque, em minha infância, eu vivia brincando em meio a perus, patos, galinhas de angola, pavões, marrecos, cabras, ovelhas, ou seja, para mim, eles significavam animais de estimação, da mesma forma que meus gatos, cães...

Seria impensável comê-los.

Quando chega a época de Natal, tenho sensações contraditórias.
Sinto alegria pela data em si e todo o simbolismo que a cerca, mas tristeza por ver tanto dinamismo em torno de “receitas” com meus antigos animais de estimação e "amigos" de brincadeiras.
E sempre, inevitavelmente, sempre, me lembro de um episódio marcante.

Na juventude, tive como vizinha uma família onde o caçula era um garotinho loiro, sardento, alegre... criança, enfim.
A uma certa altura do ano, a família adquiriu um carneiro para “engordar” e saborear no Natal. Não eram incomuns esses procedimentos nas cidades do interior. O carneirinho passou a ser um companheiro diuturno do menino. Lembro-me de vê-lo passar todas as manhãs e tardes, puxando o carneirinho por uma corda atada ao pescoço. O garotinho ia levar o animal para pastar num campo das proximidades. Era uma cena linda – a criança e seu carneirinho, passando alegremente...
Enfim, chegou o Natal e, como planejado, o carneiro deveria ser sacrificado para a ceia.
Foi um drama.
De nada adiantaram os rogos do garoto para que não matassem o carneirinho.
De minha casa, eu ouvia seus gritos, de incontidas lágrimas.
O menino literalmente berrava.
Não ouvi nenhum berro do carneiro.
Acredito que carneiros berram ao morrer sacrificados, mas o menino chorava tão alto perante do sacrifício do amigo que provavelmente cobria seus berros.

Aqueles gritos do menino ainda hoje ecoam em minhas lembranças e emergem mais alto nessa época natalina. Quantas outras crianças não vivenciaram cena semelhante?
E quantas mais não vivenciarão?
Às vezes, sinto-me culpada por não haver feito nada em prol do garoto, nem um protesto sequer.
Apenas externei minha indignação diante de amigos...
E por onde andará atualmente aquele menino? Teria a vida lhe reservado outros "carneirinhos"?...

As engrenagens do destino nos separaram, mas fico a imaginar o que hoje, adulto, ele deve sentir, nas épocas de Natal.
Talvez (e tomara que) não se recorde, pois era bem pequeno; ou pode ser que o “sacrifício” tenha marcado profundamente suas emoções...

Mas pode ser, quem sabe, que o episódio o tenha fortalecido, não guardando mágoas, rancores ou tristeza, mas levando-o a crescer em essência, como pessoa, a conscientizar-se quanto à importância de nosso grau de responsabilidade diante de atitudes drásticas e na tomada de decisões vitais, pois faz parte da existência encarar desafios e “sacrifícios” – que constituem verdadeiras lições humanas – trampolins adequados para saltos qualitativos de nossa evolução moral, rumo à busca e construção da dignidade humana...

Oriza Martins

domingo, 15 de novembro de 2009

Os Três Reis Magos






















No tempo do Rei Herodes,
três reis magos chegaram do Oriente a Jerusalém:
Melchior, que era um ancião,
Gaspar, um jovem branco,
e Baltazar, um homem de raça negra e barba.

Em sua chegada, os reis magos
anunciaram ao povo de Jerusalém
que havia nascido o rei dos judeus em Belém.

Ainda que todo o povo tenha se alarmado,
Herodes lhes deu permissão para viajar até Belém
na busca do menino
e pelo caminho uma estrela os guiou
até o berço onde estava o bebê com sua mãe.
Os três reis ficaram alegres ao vê-lo
e ofereceram seus presentes: ouro, incenso e mirra.
Depois disso, regressaram a sua terra por outro caminho,
com medo da reação de Herodes.

Desde então, o dia 6 de janeiro é celebrado em muitos países
pela chegada dos reis magos.

A Guirlanda ou Coroa do Advento













A palavra "advento" vem da expressão latina ad venire,
que significa "o que há de vir".
Trata-se do período de 4 semanas que antecedem ao Natal,
e que inicia o chamado "ano" da Igreja Católica.
Nesse período, os cristãos se preparam para o Natal,
para o nascimento do Menino Jesus.

Na Coroa do Advento são colocadas 4 velas
representando os 4 Domingos:
no 1º Domingo, acende-se uma; no 2º Domingo, acende-se duas;
no 3º, três e no 4º, as 4 velas da Coroa.
Estas velas acesas representam nossa fé
em Jesus Cristo Nosso Senhor,
a grande Luz que vem iluminar a todos nós.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

O pinheirinho de Natal








Era uma vez um pinheirinho
nascido no fundo de uma floresta.
Os raios dourados do sol acariciavam-no
e a brisa dançava por entre a sua verde ramagem.
O orvalho umedecia-lhe as raízes e
ao seu redor cresciam flores e ervilhas.
-Seja feliz, repetiam os raios dourados doo sol.
Mas os pinheiro não se sentia feliz .
Ele queria ter grandes galhos e ser tão grande galhos
e se tão alto que pudesse ver o mundo lá de cima
O pinheirinho gostava tanto de conhecer outras terras
O tempo passou.
Chegou o natal.
Um lenhador entrou na mata olhou o pinheiro e disse;
-É preciso ser belo vou corta-lo
O pinheiro ficou cheio de alegria
mas ao primeiro golpe desfaleceu de dor.
Quando acordou estava numa rica sala enfeitada de fios de ouro,
bolas de mil cores centenas de velinhas
e lá no alto uma estrelas brilhantes.
Na noite de Natal crianças vieram cantar ao seu redor
Como o pinheirinho se sentia feliz
Muitos dias se passaram arrancaram-lhe os enfeites
e levaram o pinheiro para um porão escuro.
Nunca mais ele viu a luz do dia.
Começou, então, a pensar na mata, nos raios de sol,
na brisa, no cavalo, nas flores e até nas ervinhas.
Um belo dia farias pessoas entraram no porão.
Um criado arrastou o pinheirinho até o terraço da casa
e o jogou num canto do jardim.
Pouco depois um rapaz de machado em punho
picou o pinheirinho em pedaços
e amarou-os num canto para queima-los por fim ,
todo em cinzas acabou a euforia de um
pinheirinho ambicioso que só soube dar valor á felicidade
depois que a perdeu.

(Desconheço o autor)

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

A História do Pinheirinho de Natal


























Quando o Menino Jesus nasceu, todas as pessoas ficaram alegres. Crianças, homens e mulheres vinham vê-lo, trazendo presentes pobres e ricos.
Perto do estábulo, onde dormia o Menino Jesus, num berço de palha, havia três árvores:
uma palmeira, uma oliveira e um pinheiro.
Vendo aquela gente que ia e voltava, passando embaixo dos seus galhos, as três árvores quiseram também dar alguma coisa ao Menino Jesus.
- Eu vou dar a minha palma maior e mais bela para que ela abane docementeo Bebê - disse a palmeira.
- Eu vou apertar as minhas olivas, o óleo servirá para amaciar os seus pezinhos - disse a oliveira.
- E eu? Que posso dar? - perguntou o pinheirinho.
- Você? - responderam as outras.
- Você não tem nada para dar! Suas agulhas pontudas poderiam picar o Menino Jesus.
O pobre pinheirinho sentiu-se muito infeliz e respondeu tristemente:
- É mesmo. Vocês têm razão. Nada tenho para oferecer.
Um anjo que estava ali perto, escutou a conversa e teve pena dopinheirinho, tão humilde, tão triste, que nada podia fazer porque nada possuia.
Lá no céu as estrelinhas começavam a brilhar. O lindo anjinho olhou para o alto e chamou-as. No mesmo instante elas desceram com boa vontade e foram colocar-se sobre os ramos do modesto pinheirinho que ficou iluminado.!
Lá no bercinho, dentro do estábulo, os olhos do Menino Jesus brilharam ao ver aquela árvore tão linda.!
É por isso que as pessoas, até hoje, enfeitam com luzes o pinheiro, no tempo do Natal.
(Desconheço o autor)

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Noite feliz





























(Stille Nacht!)

Em meio a essas canções compostas e cantadas através dos séculos entre os povos cristãos, destacou-se Noite Feliz (em alemão Stille Nacht!), a qual merece ser conhecida mais profundamente em sua emocionante história. Ela é, sem dúvida, a mais popular e difundida canção de Natal.
Em 24 de dezembro de 1818, sozinho em seu escritório, o padre Joseph Franz Mohr (1792-1848), vigário cooperador da pequena paróquia de São Nicolau na aldeia de Oberndorf, na província austríaca de Salzburg, lia a Bíblia.
O jovem vigário estava preparando seu sermão para a missa da meia-noite. Concentrava toda sua atenção nos textos bíblicos, repassando as páginas que continham a palavra de Deus. Já no Novo Testamento, leu a história dos pastores aos quais um Anjo disse: "Não vos amedronteis, porque vos trago uma boa-nova, que será de grande alegria para todo o povo. Na cidade de Davi nasceu-vos hoje um Salvador, que é o Cristo Senhor. Eis o sinal: encontrareis um Menino envolto em panos e colocado em um presépio"
Justamente nesse momento, alguém bateu à porta. Interrompido na sua leitura, o Padre Mohr levantou-se e abriu-a. Deparou-se com uma jovem camponesa envolta em um humilde e grosseiro xale. Reconhecendo-a, recebeu dela a seguinte saudação: "Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo", seguida do pedido ao padre para abençoar o nascimento de uma criança, filha de um lenhador.
Padre Mohr, cumprindo o dever cristão, vestiu seu casaco, luvas e sapatos de neve. E acompanhou a mulher pela floresta de pinheiros cobertos de neve, mas seu pensamento estava voltado para o sermão da meia-noite. Finalmente, chegaram a uma choupana, baixa, mal iluminada e enfumaçada. Um homenzarrão recebeu-o e num rústico leito, a mãe segurava nos braços a criança recém-nascida, que suave e docemente dormia. Estendendo a mão, padre Mohr abençoou a ambos.
Regressando sozinho sentiu-se bastante comovido ao recordar aquela cena, pela semelhança com o nascimento de Jesus na manjedoura. Seu pensamento voava para o texto bíblico, parecendo ter à sua frente toda a cena do milagre divino. Aqueles momentos ficaram profundamente gravados em seu coração, não conseguindo apagá-los. Parecia que fora testemunha viva e presente do nascimento de Jesus!
Ao realizar a Missa do Galo voltou para casa, mas não conseguiu dormir. A cena vivida horas antes tornava-o de emoção. Sentou-se frente à escrivaninha tentando rabiscar o que sentia e as palavras foram suavemente tomando a feição de versos...
Ao amanhecer, o padre Joseph Mohr viu que havia escrito um poema, "Noite Feliz!", que começava com as seguintes palavras em alemão: "Stille Nacht! Heihge Nacht!" ("Noite silenciosa! Noite santa!").